domingo, novembro 05, 2006

Quem foi [?]



"Deixa o coração

Ter a mania de insistir em ser feliz

Se o amor é o corte e a cicatriz

Pra quê tanto medo

Se esse é o nosso jeito de culpar o desej
o"

segunda-feira, outubro 30, 2006

Levanta, Rodrigo!

Conte-me. Faça tudo às claras; melhor assim. Eu sei, tu sabes, rapa! [masquemerda!]
(...) mais do que qualquer nenhum outro alguém, tu é quem sei.
De Tudo.

Tudo vazio; claro, escuro. Paradoxos infindáveis. Incertezas puras. Verdades francas.



E o por que, despretensioso...




segunda-feira, outubro 23, 2006

E pra quê? "Explicar...?!"

O acordar em ti.
Poder dormir sentindo teu doce cheiro no meu corpo e teu gosto indecifrável na minha boca, ainda.

Sol meio de-lado, vento frio invadindo o quarto, tempo de dias à quem, garganta reclamando; nariz gritando. Não...

Literalmente, hoje me levantei por ti. Único porquê de me manter de pé hoje, chama-se Érika.
Dia que nem sei ao certo definir qual é. Mas o que me importa? Hoje, tudo que quero e preciso é você.

Mas, afinal, o que me resta?! Esperar algumas horas, alguns minutos a mais?... Sim.
É o que me resta... sim... O restante concluído.

Por mais longos que pareçam ser; se desfazem (...), perto de ti. Parece mágica, tudo some e ao mesmo tempo tudo reaparece. Medos, vergonhas, incertezas, deixadas de lado, de banda. E tudo, final-e-subitamente, ressurge: cores, sorrisos sinceros, olhares misteriosos. Postos, juntos, numa cela de interminável ternura, mimo e afago.


O Amor, sem tantos porquês ou sem tantas explicações. Mas, convenhamos, quem irá nos entender?

sábado, outubro 07, 2006

O desfigurado-perfeito

Enfim, sossego. Sim, sossego...
Paz, tranqüilidade, harmonia.

Incrivel é o sentir isto. Como se tudo estivesse feito, estivesse terminado e ao mesmo tempo iniciando.

As peças do quebra-cabeça vão se encaixando por elas mesmas. Uma a uma. Elas, que foram colocadas, todas, à minha frente e por desprezo, medo ou ignorância não foram escolhidas ou aceitas.
Agora, talvez por impaciência ou vontade-própria, resolvem vir à tona. Peças de todas as formas e cores possíveis, vermelhas, azuis, redondas, quadradas...
E elas vão, se esquivando, contornando. Encontrando um caminho que mais parecia à desdém.

Impossível era não se ver a linda dança delas.
Dança indecifrável, indiscutível; frenética!
Coloridas, cintilantes, livres.


E alguém, do outro lado gritava:
— Vai, podem ir! A pista de dança está completamente iluminada!



"Através eu vi, só amor é luz."


quarta-feira, setembro 20, 2006

10:22

O tempo que me resta
Não é bem o tempo
Que me foi dado
Retante? Restante!

Já ido...

O tempo que se esvaiou
Não é bem o tempo
Que se foi plagiado
Esvaiante? Esvaziado!

sábado, setembro 09, 2006

A verdade está na cara, mas não se impõe

O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, “explicáveis” demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas. Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira.

Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a supressão, a proibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada, broxa.

Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos. Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes , as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz. Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata.

Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão na bunda. A verdade se encolhe, humilhada, num canto.

E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de “povo”, consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações “falsas”, sua condição de cúmplice e comandante em “vítima”. E a população ignorante engole tudo.

Como é possível isso? Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados — nos comunica o STF. Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo. Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito...

Está havendo uma desmoralização do pensamento. Deprimo-me: “Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?”. A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo . A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais aos fatos! Pior: que os fatos não são nada — só valem as versões, as manipulações.

No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.

Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da República. São verdades cristalinas, com sol a pino. E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de “gafe”. Lulo-petistas clamam: “Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT? Como ousaram ser honestos?”.

Sempre que a verdade eclode, reagem. Quando um juiz condena rápido, é chamado de “exibicionista”. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de “finesse” do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...

Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para coonestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma novi-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o populismo e o simplismo. Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em “a favor” do povo e “contra”, recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o “sim” e o “não”, teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição mundo x Brasil, nacional x internacional. A esquematização dos conceitos, o empobrecimento da linguagem visa à formação de um novo ethos político no país, que favoreça o voluntarismo e legitime o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.

Assim como vivemos (por sorte...) há três anos sem governo algum, apenas vogando ao vento da bonança financeira mundial, só espero que a consolidação da economia brasileira resista ao cerco político-ideológico de dogmas boçais e impeça a desconstrução antidemocrática. As coisas são mais democráticas que os homens.

Alguns otimistas dizem: “Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de verdades!”. Não creio. Vamos ficar viciados na mentira corrente, vamos falar por antônimos. Ficaremos mais cínicos, mais egoístas, mais burros.

O Lula reeleito será a prova de que os delitos compensaram. A mentira será verdade, e a novi-língua estará consagrada.



Texto de Arnaldo Jabor (http://www.paralerepensar.com.br/a_jabor_averdadestanacara.htm)

sexta-feira, setembro 08, 2006

Escolha

Eleição
s. f.,
acção de eleger;

preferência;

escolha;

arbítrio;

distinção;

opção;

É, agora é a hora de pensar. Tarefa difícil, essa, porém mais do que necessária, diria; vital. Afinal, são eles os [ditos] governantes que em tempos de guerra, ou eleição, vão até o infinito interior dos estados à procura daquele miserável agricultor que não sabe qual o cheiro do arroz com feijão há dias. E chegam. Eles e seus companheiros, despejando abraços, beijos.
Aproveitadores! Isso que quase todos deles são. Desprezíveis aproveitadores da situação desumana na qual essas pessoas vivem. Coitados. Entedamos a situação deles: desprovidos de qualquer sinal de pensamento crítico, qualquer argumento que seja. E os governantes lá, oferendo vida nova. Escola pros nove filhos, afinal com a tal Vida Nova tudo vai mudar. Hospital, estradas... tudo! Por fim, o Doutor vai mudar toda a nossa vida, não?
-
E nós aqui. Atrás do computador, à frente de tudo... Espectadores de tudo.
Anestesiados.

Não deixe esse teatro permanecer. Não faça só por você, faça também por essas pessoas. Você, que tem a informação e a verdade à sua frente. Julgue-os, critique-os. Faça o hoje, para que haja, enfim, o amanhã. É nosso dever como cidadãos.


"Seja Pensante."

segunda-feira, agosto 28, 2006

Luz & Mistério

Se eu pudesse ter o caminha, se pudesse caminhar pela estrada tão procurada.
Pudesse eu ter.
Seguir esse rumo, nem tanto torto, nem tanto direito. Mas "O Rumo".
Sem mais, nem menos. Porque é, e sempre foi assim: ver rotas falsas, rotas que sempre saem voltando, destruindo... descobrindo.





"Alguma vez você assumiu demagogia, covardia e sordidez / Não acredita em Deus e diz que só se arrependo do que não fez / Qualquer vagabundo condenado é mais decente do que você / Pega os recados no celular / Respira fundo e vai trabalhar"

quinta-feira, agosto 24, 2006

O antigo, eterno

Hoje agradeço por ser assim: meio de lado, sem jeito às vezes, o nunca entendido e sempre desigual. O calado, o sério, o do contra.
Enfim, o antigo e sempre estranho.
O que nunca havia me perguntado, hoje me questiono.

"Por que sou assim?"

Não fui criado assim (muito pelo contrário!). Nunca tive amigos assim. Meus pais, os meus meus verdadeiros porto-seguros, estão bem longe de ser assim. E de novo a pergunta escura e indevida, surge.
E da mesma súbita e inesperada maneira como surge, desaparece. Sem deixar rastros, mágoas, saudades... É como o meu dever-de-casa estivesse, finalmente, cumprido. E lição cumprida com todo mérito.
Parece que estou assim.

Afinal, esse aí, sou eu. [?!]
O moderno e antiquado estranho. Só que agora, em doses moderadas.
Porque só hoje sei qual dor e o prazer em ser você mesmo, incondicionalmente.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Novos tempos

É, novos tempos, novos pensamentos, novas necessidades - nem sempre de boa vontade própria. Mas são de extrema importância. E até hoje a fichinha ainda está caindo e a mente/corpo estã/estão se acostumando com a nova e desgastante rotina.

A rotina de estudante. Agora sim, conhecida e mais do que nunca temida.