'O trabalho , a inflação, a estagflação e outras disfunções econômicas serão debeladas ou as noções por elas atingidas sucumbirão a incompetência e a busca de soluções epidermicas e equivocadas? 'Desenvolva o tema acima.
[...]
O grande medo dos analistas, neste período, onde ainda não havia uma certeza de qual seria a “solução” seria adotada pelo Estado, era de que o país não possuísse capacidade suficiente para suprir aquela lacuna estimada em 500 bilhões de dólares. Já que era de praxe do governo norte-americano, ao se deparar com crises econômicas, adotar a boa e velha tática Keynesiana injetar dinheiro no mercado com uma mão e com a outra emite títulos da dívida pública, no intuito de enxugar parte da emissão monetária, prevenindo assim surtos inflacionários.
É aí que fica configurada mais uma das soluções econômicas meramente epidérmicas, aparentes, que deixariam de lado as questões principais do problema. Soluções deste modelo que tangem outros campos, políticos e educacionais, onde temos Bolsas-escola, Pró-uni, entre outros.
Entretanto, é de conhecimento de todos, hoje, que o pacote adotado pelo governo americano gira em torno dos 700 bilhões de dólares. Superando e com folga o buraco econômico.
Mas aí a gente se pergunta: “Ué, se o medo deles era falta e dinheiro, e surgiu uma ajuda com dinheiro DE SOBRA, por que a bolsa de valores do Brasil, Europa e Ásia continuam oscilando?”
Vale lembrar que a antiga reorganização da ordem mundial e o crescimento do capitalismo foram impulsionados pela vitória americana na Segunda Guerra Mundial. Onde ela tornou-se a economia mais robusta do mundo, com todos os poderes possíveis e inimagináveis. E a sua moeda foi considerada a mais confiável do planeta. Atraindo clientes como toda a Europa e Japão realizassem sua produção no consumo americano, a partir de exportações.
Após termos consciência desse acontecimento é cabível pensarmos até mesmo numa nova reorganização mundial. Já que a maior e “mais forte” economia do mundo está decadente e por consequêcia a sua moeda também está indo no mesmo sentido, em qual moeda nós confiaríamos agora?
Assim, não adianta sonhar que haveria saída satisfatória para o conjunto da economia mundial, caso os Estados Unidos continuam sofrendo violentos baques econômicos. China, Índia, Rússia, Europa, Brasil, que realizam sua produção no processo consumista americano teriam, como conseqüência, diminuição significativa de suas atividades totais. Não há milagres. O presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, foi claro: “vem chumbo grosso por ai, se a locomotiva de Tio Sam tiver que dar uma parada técnica, cuja duração seja difícil de calcular, dado que ampliam-se, consideravelmente, as desconfianças nas possibilidades amplas de a economia dos Estados Unidos continuarem se endividando, como arma para sustentar o aquecimento das atividades produtivas em escala planetária”. Também, tal possibilidade, em sua escala máxima, encontrou empecilhos concretos pela frente, dado que o meio ambiente se mostra frágil, para suportar as agressões continuadas da sobre acumulação capitalista, nos moldes em que se deu, historicamente, ao longo do século 20.
Qual seria a solução? As receitas que o governo americano aplicaram nos países capitalistas periféricos, durante as crises de sobre acumulação de capital que se apresentaram ao longo dos últimos 30 anos, com destaque para a grande derrapada monetária dos anos de 1980 - cujos efeitos se apresentam deleteriamente até hoje, afetando os mais pobres, como o Brasil e os demais países latino-americanos - teriam que ser aplicadas sobre os próprios Estados Unidos. A moeda americana, para recuperar seu prestígio, requereria que Washington combatesse seus déficits, cortando gastos públicos, adiando investimentos, especialmente, os realizados em guerra pelo mundo afora.
Outra vertende diz que a atual crise capitalista não pode ter uma solução capitalista, pois significaria trasladar os custos e semear novos sofrimentos nos países e povos do Sul e nos setores mais vulneráveis do Norte.
Porém, todas, de alguma forma, convergem a um certo incentivo ao freio da economia de guerra americana.
Mas fica o questionamento se isto de fato ocorreria, sabendo que a máquina guerreia governamental americana é a que, historicamente, tem, ao longo dos últimos oitenta anos, puxado a locomotiva econômica global?
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O grande medo dos analistas, neste período, onde ainda não havia uma certeza de qual seria a “solução” seria adotada pelo Estado, era de que o país não possuísse capacidade suficiente para suprir aquela lacuna estimada em 500 bilhões de dólares. Já que era de praxe do governo norte-americano, ao se deparar com crises econômicas, adotar a boa e velha tática Keynesiana injetar dinheiro no mercado com uma mão e com a outra emite títulos da dívida pública, no intuito de enxugar parte da emissão monetária, prevenindo assim surtos inflacionários.
É aí que fica configurada mais uma das soluções econômicas meramente epidérmicas, aparentes, que deixariam de lado as questões principais do problema. Soluções deste modelo que tangem outros campos, políticos e educacionais, onde temos Bolsas-escola, Pró-uni, entre outros.
Entretanto, é de conhecimento de todos, hoje, que o pacote adotado pelo governo americano gira em torno dos 700 bilhões de dólares. Superando e com folga o buraco econômico.
Mas aí a gente se pergunta: “Ué, se o medo deles era falta e dinheiro, e surgiu uma ajuda com dinheiro DE SOBRA, por que a bolsa de valores do Brasil, Europa e Ásia continuam oscilando?”
Vale lembrar que a antiga reorganização da ordem mundial e o crescimento do capitalismo foram impulsionados pela vitória americana na Segunda Guerra Mundial. Onde ela tornou-se a economia mais robusta do mundo, com todos os poderes possíveis e inimagináveis. E a sua moeda foi considerada a mais confiável do planeta. Atraindo clientes como toda a Europa e Japão realizassem sua produção no consumo americano, a partir de exportações.
Após termos consciência desse acontecimento é cabível pensarmos até mesmo numa nova reorganização mundial. Já que a maior e “mais forte” economia do mundo está decadente e por consequêcia a sua moeda também está indo no mesmo sentido, em qual moeda nós confiaríamos agora?
Assim, não adianta sonhar que haveria saída satisfatória para o conjunto da economia mundial, caso os Estados Unidos continuam sofrendo violentos baques econômicos. China, Índia, Rússia, Europa, Brasil, que realizam sua produção no processo consumista americano teriam, como conseqüência, diminuição significativa de suas atividades totais. Não há milagres. O presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, foi claro: “vem chumbo grosso por ai, se a locomotiva de Tio Sam tiver que dar uma parada técnica, cuja duração seja difícil de calcular, dado que ampliam-se, consideravelmente, as desconfianças nas possibilidades amplas de a economia dos Estados Unidos continuarem se endividando, como arma para sustentar o aquecimento das atividades produtivas em escala planetária”. Também, tal possibilidade, em sua escala máxima, encontrou empecilhos concretos pela frente, dado que o meio ambiente se mostra frágil, para suportar as agressões continuadas da sobre acumulação capitalista, nos moldes em que se deu, historicamente, ao longo do século 20.
Qual seria a solução? As receitas que o governo americano aplicaram nos países capitalistas periféricos, durante as crises de sobre acumulação de capital que se apresentaram ao longo dos últimos 30 anos, com destaque para a grande derrapada monetária dos anos de 1980 - cujos efeitos se apresentam deleteriamente até hoje, afetando os mais pobres, como o Brasil e os demais países latino-americanos - teriam que ser aplicadas sobre os próprios Estados Unidos. A moeda americana, para recuperar seu prestígio, requereria que Washington combatesse seus déficits, cortando gastos públicos, adiando investimentos, especialmente, os realizados em guerra pelo mundo afora.
Outra vertende diz que a atual crise capitalista não pode ter uma solução capitalista, pois significaria trasladar os custos e semear novos sofrimentos nos países e povos do Sul e nos setores mais vulneráveis do Norte.
Porém, todas, de alguma forma, convergem a um certo incentivo ao freio da economia de guerra americana.
Mas fica o questionamento se isto de fato ocorreria, sabendo que a máquina guerreia governamental americana é a que, historicamente, tem, ao longo dos últimos oitenta anos, puxado a locomotiva econômica global?
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