quinta-feira, agosto 24, 2006

O antigo, eterno

Hoje agradeço por ser assim: meio de lado, sem jeito às vezes, o nunca entendido e sempre desigual. O calado, o sério, o do contra.
Enfim, o antigo e sempre estranho.
O que nunca havia me perguntado, hoje me questiono.

"Por que sou assim?"

Não fui criado assim (muito pelo contrário!). Nunca tive amigos assim. Meus pais, os meus meus verdadeiros porto-seguros, estão bem longe de ser assim. E de novo a pergunta escura e indevida, surge.
E da mesma súbita e inesperada maneira como surge, desaparece. Sem deixar rastros, mágoas, saudades... É como o meu dever-de-casa estivesse, finalmente, cumprido. E lição cumprida com todo mérito.
Parece que estou assim.

Afinal, esse aí, sou eu. [?!]
O moderno e antiquado estranho. Só que agora, em doses moderadas.
Porque só hoje sei qual dor e o prazer em ser você mesmo, incondicionalmente.

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