sábado, outubro 07, 2006

O desfigurado-perfeito

Enfim, sossego. Sim, sossego...
Paz, tranqüilidade, harmonia.

Incrivel é o sentir isto. Como se tudo estivesse feito, estivesse terminado e ao mesmo tempo iniciando.

As peças do quebra-cabeça vão se encaixando por elas mesmas. Uma a uma. Elas, que foram colocadas, todas, à minha frente e por desprezo, medo ou ignorância não foram escolhidas ou aceitas.
Agora, talvez por impaciência ou vontade-própria, resolvem vir à tona. Peças de todas as formas e cores possíveis, vermelhas, azuis, redondas, quadradas...
E elas vão, se esquivando, contornando. Encontrando um caminho que mais parecia à desdém.

Impossível era não se ver a linda dança delas.
Dança indecifrável, indiscutível; frenética!
Coloridas, cintilantes, livres.


E alguém, do outro lado gritava:
— Vai, podem ir! A pista de dança está completamente iluminada!



"Através eu vi, só amor é luz."


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