quarta-feira, setembro 20, 2006
10:22
Não é bem o tempo
Que me foi dado
Retante? Restante!
Já ido...
O tempo que se esvaiou
Não é bem o tempo
Que se foi plagiado
Esvaiante? Esvaziado!
sábado, setembro 09, 2006
A verdade está na cara, mas não se impõe
O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, “explicáveis” demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas. Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira.
Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a supressão, a proibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada, broxa.
Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos. Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes , as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz. Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata.
Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão na bunda. A verdade se encolhe, humilhada, num canto.
E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de “povo”, consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações “falsas”, sua condição de cúmplice e comandante em “vítima”. E a população ignorante engole tudo.
Como é possível isso? Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados — nos comunica o STF. Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo. Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito...
Está havendo uma desmoralização do pensamento. Deprimo-me: “Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?”. A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo . A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais aos fatos! Pior: que os fatos não são nada — só valem as versões, as manipulações.
No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.
Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da República. São verdades cristalinas, com sol a pino. E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de “gafe”. Lulo-petistas clamam: “Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT? Como ousaram ser honestos?”.
Sempre que a verdade eclode, reagem. Quando um juiz condena rápido, é chamado de “exibicionista”. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de “finesse” do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...
Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para coonestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma novi-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o populismo e o simplismo. Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em “a favor” do povo e “contra”, recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o “sim” e o “não”, teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição mundo x Brasil, nacional x internacional. A esquematização dos conceitos, o empobrecimento da linguagem visa à formação de um novo ethos político no país, que favoreça o voluntarismo e legitime o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.
Assim como vivemos (por sorte...) há três anos sem governo algum, apenas vogando ao vento da bonança financeira mundial, só espero que a consolidação da economia brasileira resista ao cerco político-ideológico de dogmas boçais e impeça a desconstrução antidemocrática. As coisas são mais democráticas que os homens.
Alguns otimistas dizem: “Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de verdades!”. Não creio. Vamos ficar viciados na mentira corrente, vamos falar por antônimos. Ficaremos mais cínicos, mais egoístas, mais burros.
O Lula reeleito será a prova de que os delitos compensaram. A mentira será verdade, e a novi-língua estará consagrada.
Texto de Arnaldo Jabor (http://www.paralerepensar.com.br/a_jabor_averdadestanacara.htm)
sexta-feira, setembro 08, 2006
Escolha
- Eleição
- s. f.,
- acção de eleger;
- preferência;
- escolha;
- arbítrio;
- distinção;
- opção;
É, agora é a hora de pensar. Tarefa difícil, essa, porém mais do que necessária, diria; vital. Afinal, são eles os [ditos] governantes que em tempos de guerra, ou eleição, vão até o infinito interior dos estados à procura daquele miserável agricultor que não sabe qual o cheiro do arroz com feijão há dias. E chegam. Eles e seus companheiros, despejando abraços, beijos.
Aproveitadores! Isso que quase todos deles são. Desprezíveis aproveitadores da situação desumana na qual essas pessoas vivem. Coitados. Entedamos a situação deles: desprovidos de qualquer sinal de pensamento crítico, qualquer argumento que seja. E os governantes lá, oferendo vida nova. Escola pros nove filhos, afinal com a tal Vida Nova tudo vai mudar. Hospital, estradas... tudo! Por fim, o Doutor vai mudar toda a nossa vida, não?
-
E nós aqui. Atrás do computador, à frente de tudo... Espectadores de tudo.
Anestesiados.
Não deixe esse teatro permanecer. Não faça só por você, faça também por essas pessoas. Você, que tem a informação e a verdade à sua frente. Julgue-os, critique-os. Faça o hoje, para que haja, enfim, o amanhã. É nosso dever como cidadãos.
"Seja Pensante."
segunda-feira, agosto 28, 2006
Luz & Mistério
Pudesse eu ter.
Seguir esse rumo, nem tanto torto, nem tanto direito. Mas "O Rumo".
Sem mais, nem menos. Porque é, e sempre foi assim: ver rotas falsas, rotas que sempre saem voltando, destruindo... descobrindo.
"Alguma vez você assumiu demagogia, covardia e sordidez / Não acredita em Deus e diz que só se arrependo do que não fez / Qualquer vagabundo condenado é mais decente do que você / Pega os recados no celular / Respira fundo e vai trabalhar"
quinta-feira, agosto 24, 2006
O antigo, eterno
Enfim, o antigo e sempre estranho.
O que nunca havia me perguntado, hoje me questiono.
"Por que sou assim?"
Não fui criado assim (muito pelo contrário!). Nunca tive amigos assim. Meus pais, os meus meus verdadeiros porto-seguros, estão bem longe de ser assim. E de novo a pergunta escura e indevida, surge.
E da mesma súbita e inesperada maneira como surge, desaparece. Sem deixar rastros, mágoas, saudades... É como o meu dever-de-casa estivesse, finalmente, cumprido. E lição cumprida com todo mérito.
Parece que estou assim.
Afinal, esse aí, sou eu. [?!]
O moderno e antiquado estranho. Só que agora, em doses moderadas.
Porque só hoje sei qual dor e o prazer em ser você mesmo, incondicionalmente.
sexta-feira, agosto 04, 2006
Novos tempos
A rotina de estudante. Agora sim, conhecida e mais do que nunca temida.
domingo, julho 30, 2006
A falta
E só o que eu queria era ter você aqui, falando à toa, rindo à toa. Nos amando assim.
quarta-feira, julho 19, 2006
Explode Coração (Gonzaguinha)
"Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder
O que não dá mais pra ocultar e eu não quero mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor
E entregou o que você tentou conter
O que você não quis desabafar
Chega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se dar
E se perder e se achar e tudo aquilo que é viver
Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim
Como se fosse o sol desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor desta manhã
Nascendo, rompendo, tomando, rasgando meu corpo e então eu
Chorando, gostando, sofrendo, adorando, gritando
Feito louca, alucinada e criança
Eu quero o meu amor se derramando
Não dá mais pra segurar explode coração"
É!
terça-feira, julho 18, 2006
Desabafo!
Fazer qualquer coisa, por mais fútil que seja, pensar, fantasiar, imaginar, delirar... Tudo se resume à ti. TUDO. Não sei bem se deveria ser assim - mas é!
E tudo o que queria/quero, hoje, te dizer é: "Tô precisando muito de ti, volta logo! Te amo, meu amor."
quinta-feira, julho 13, 2006
O "Adeus"
É, pode parecer simples. Até pra mim - se não estivesse vivendo tudo isso; sentindo tudo isso. Nunca foi tão difícil. Parecia até que as todas as palavras que, naquele momento, saim da minha boca, iam rasgando, cortando, queimando... Deixando as suas próprias marcas. Marcas do Adeus mais difícil da minha vida.
Mas era inevitável, não tinha como escapar dessa auto-tortura. Enfim a hora do Adeus: Ah! Tinha tanta coisa pra te dizer, sentimentos realmente puros. Mas parece que o silêncio se impôs, sem motivo algum. E todos aqueles sentimentos, traduzidos apenas num olhar de, ao mesmo tempo , tristeza e alegria, e em poucas palavras - que resumem tudo.
"Por favor, te cuida lá... Eu te amo muito!"
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