sábado, abril 21, 2007

O Tal, que tal?

Estranheza nunca antes conhecida, distinta de mim à ti; enfrentando-te. Talvez já a tenha vivido e sobrevivido ao lado deste meu outro lado. Não é a primeira vez que escrevo sobre este meu outro "ser", na forma verbal de "ser". Ser outro ser. Isto... Outro, completamente outro, assumindo o papel de ator principal, deixando-me, o Rodrigo Brasil, de coadjuvante. Palavras que nem por ela própria cabe. Porque cooperar é o que ele não está fazendo, destruição é o que se faz presente nos momentos, ou meus. Agora nem sei mais me distingüir.

Estranheza nunca antes repelida. Não repelida à mim, porque à mim, pouco importa. Sabes e ao mesmo tempo temes em saber que, tudo e completamente tudo, e este fato não foge disso, depende e varia contigo, portigo. Hoje mesmo disse que és meu termômetro, regula-me, relata-me, reconstrói-me, meu amor. Por favor! AH!

Estranheza nunca antes inexplicável. Por tempos, alguns anos atrás, havia, sim, questionamentos, perturbações por detrás de tudo, manipulando tudo e eu não escaparia, como criança imatura e incipiente, não fiz a minha parte. Havia, havia... mas hoje não há. Ou será que há? Pensando que sim, achando a resposta, que subitamente hoje consegui achar ao teu lado, pude tentar raciocinar (já que é esse o meu ponto forte, o faço...) e desmistificar tal "estranheza".

Ignorante figura, a minha. Imagem por imagem, e só. Me fiz aos cacos esses meses e hoje foi tudo ao chão, parecia que os estilhaços estando vindo de encontro à mim. E eu, na cegueira voluntária, tapei os olhos dizendo a mim mesmo: "Dessa vez vai... vai passar...". Mas não, hoje eles ricochetearam em nossos olhos.

Mas ao invés de sangue, lágrimas, lágrimas de uma alma que clama por sentimentos puros. E os quais eu hei de reecontrá-los; por ti.



Posso até parecer melodramático demais, mas não sendo, já não me deixo de o ser. "Torna-te no homem que és" já diziam alguns pensantes.

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