quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Através, estrela

É porque são nessas madrugadas iluminadas, agora cotidianas, que percebo-me mais Rodrigo. Mais fraco por natureza e mais resistente por necessidade. Ouvindo Elis por acaso, queria ouvir algo bom antes de dormir, que me vi ou melhor, me enxuguei de certas lágrimas incertas, perdidas. Lembrando-me de vários viveres passados e presentes. Sim! os presentes... Ah! e como são bonitos. Belos, modelados a tardes e noites de olhares e vozes; e madrugadas em pensamentos regados à tiras de solidão.

Não querendo escolher palavras, só apenas palavreando-as. Encaixando-as; nem lembrando a primeira frase que escrevi, deixo-me levar apenas pelo meu ouvido, por ela. Pela voz dela.
Quase chegando às duas da manhã, vou mudando a estação do meu rádio. Indo e vindo, indo e vindo, após encontrada a música, desconhecida de mim; habitante da minha quase-infinita lista de outras músicas anônimas. Ela é perfeita. Sim... 'laiá, laiá'

Agora sim.

Presenteei-me hoje do meu presente melhor, o presente. Tateando o futuro, cegos por falta de exercício. Atrofiados os olhos meus. Desprenderam-se do amanhã que nos tardava, sempre, a chegar. Vivendo, agora, o cotidiano, o hoje, agora. Sem medo algum, todo ele lacrado no cofre na parte de trás do meu coração. Ficando às trevas, ceifado da luz para que não possa se tentar e migrar novamente, e finalmente, aos meu olhos.
Portanto ou nem tanto assim, julgados os fatos, deixo levar-me.

Levo a ti comigo, sei que queres isso, sei que gostas disso, vives disso.
E faço disso, também, o meu viver.

Um comentário:

Gui disse...

Valeu pelo comentário no Posh Punk sobre as músicas de BG do Fantástico. A moderação dos comentários do blog estava ativada e só percebi hoje... e tem 50 para moderar.

Abraço.