segunda-feira, maio 14, 2007

Um.

Eu não escrevo por vontade própria. Agora, por exemplo, sei que deveria estar estudando as dezenas de matérias atrasadas, com prova de Cálculo I marcada pra tarde de amanhã... Mas enfim, não sou eu quem estou aqui. E hoje uma conversa com meu médico me deu este ânimo pra rascunhar aqui.
Conversávamos sobre a Psicologia, como um médico ético e racional deve se portar diante de diversas situações: amorosas, suicidas, assassinas. Ele, um médico bem conhecido, velho já, portador d'uma extrema idoneidade, me contava sobre os livros de Irvin Yalom, [não sei ao certo a grafia correta] que também é médico (psiquiatra). Eu, um incipiente leitor, ainda saindo do casulo, começando agora a ler; na mais nobre definição da palavra, estava com o livro "Quando Nietzsche Chorou", desse mesmo autor. E ele disse bem baixo:

- Bom livro, garoto. Já o li.
- Ahn? Ah, sim, o livro! Realmente, é um bom livro. É meio-que uma ficção bastante confiável.

E lá a gente ficou conversando, ou melhor, eu o ouvindo contar histórias e histórias sobre a Psicologia e sobre todos os valores o que ela envolve. Mas, o que mais me anda chamando a atenção é como eu tô conseguindo medir meus limites e usá-los em prol do meu próprio conhecimento. Eu percebo, agora, o quanto consigo ser sincero comigo mesmo, o que não era/é tarefa fácil. É preciso construir um outro "si próprio" olhando em segundo plano, como um supervisor. Mas não que ele seja superior, mas apenas um condutor, uma muleta.

Como de costume, sempre acabo fugindo do meu primeiro propósito a escrever. Esse texto foi um pequeno desabafo. Eu tô considerando isso como um passo. Querendo ou não, passei um bom tempo inerte. Um passo como este é digno de memórias. Aqui estão...

sábado, abril 21, 2007

O Tal, que tal?

Estranheza nunca antes conhecida, distinta de mim à ti; enfrentando-te. Talvez já a tenha vivido e sobrevivido ao lado deste meu outro lado. Não é a primeira vez que escrevo sobre este meu outro "ser", na forma verbal de "ser". Ser outro ser. Isto... Outro, completamente outro, assumindo o papel de ator principal, deixando-me, o Rodrigo Brasil, de coadjuvante. Palavras que nem por ela própria cabe. Porque cooperar é o que ele não está fazendo, destruição é o que se faz presente nos momentos, ou meus. Agora nem sei mais me distingüir.

Estranheza nunca antes repelida. Não repelida à mim, porque à mim, pouco importa. Sabes e ao mesmo tempo temes em saber que, tudo e completamente tudo, e este fato não foge disso, depende e varia contigo, portigo. Hoje mesmo disse que és meu termômetro, regula-me, relata-me, reconstrói-me, meu amor. Por favor! AH!

Estranheza nunca antes inexplicável. Por tempos, alguns anos atrás, havia, sim, questionamentos, perturbações por detrás de tudo, manipulando tudo e eu não escaparia, como criança imatura e incipiente, não fiz a minha parte. Havia, havia... mas hoje não há. Ou será que há? Pensando que sim, achando a resposta, que subitamente hoje consegui achar ao teu lado, pude tentar raciocinar (já que é esse o meu ponto forte, o faço...) e desmistificar tal "estranheza".

Ignorante figura, a minha. Imagem por imagem, e só. Me fiz aos cacos esses meses e hoje foi tudo ao chão, parecia que os estilhaços estando vindo de encontro à mim. E eu, na cegueira voluntária, tapei os olhos dizendo a mim mesmo: "Dessa vez vai... vai passar...". Mas não, hoje eles ricochetearam em nossos olhos.

Mas ao invés de sangue, lágrimas, lágrimas de uma alma que clama por sentimentos puros. E os quais eu hei de reecontrá-los; por ti.



Posso até parecer melodramático demais, mas não sendo, já não me deixo de o ser. "Torna-te no homem que és" já diziam alguns pensantes.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Férias + mp3's

Ando baixando bastante álbuns nessa minha meia-vida de agora. Teoricamente, estive de férias vegetativas desde a ultima prova da federal, dia 29 de janeiro se a memória não me trai.
Desde aí tenho esperado o tal resultado. E ele veio, resultado positivo! E extremamente positivo. Fiquei em segundo lugar no meu curso.

Felicidade transbordando...

Mas sim, dentre estes álbuns que baixei estão bandas que sempre gostei, mas nunca tive tempo de vasculhá-las e entendê-las.
Uma delas é o Sonic Youth. Banda considerada por muitos como underground/independente e tudo mais. Tanto faz. Importante que ela faz música. E aqui vai uma delas, do último disco lançado deles, o Rather Ripped. Baixem-na, ouçam-na e entendam-na (os que consiguirem).

Sonic Youth - 02 - Incinerate

I ripped your heart out from your chest
Replaced it with a grenade blast
Incinerate [x4]
Firefighters hose me down
I don't care i'll burn out anyhow
It's 4 alarm girl nothing to see
Hear the sirens come for me
You dosed my soul with gasoline
You flicked a match into my brain
Incinerate [x4]
The firefighters are so nice
I remember you so cold as ice
Now flames are licking at yr feet
Sirens come to put me out of misery
You wave yr torch into my eyes
Flamethrower lover burning mind
Incinerate [x8]

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Através, estrela

É porque são nessas madrugadas iluminadas, agora cotidianas, que percebo-me mais Rodrigo. Mais fraco por natureza e mais resistente por necessidade. Ouvindo Elis por acaso, queria ouvir algo bom antes de dormir, que me vi ou melhor, me enxuguei de certas lágrimas incertas, perdidas. Lembrando-me de vários viveres passados e presentes. Sim! os presentes... Ah! e como são bonitos. Belos, modelados a tardes e noites de olhares e vozes; e madrugadas em pensamentos regados à tiras de solidão.

Não querendo escolher palavras, só apenas palavreando-as. Encaixando-as; nem lembrando a primeira frase que escrevi, deixo-me levar apenas pelo meu ouvido, por ela. Pela voz dela.
Quase chegando às duas da manhã, vou mudando a estação do meu rádio. Indo e vindo, indo e vindo, após encontrada a música, desconhecida de mim; habitante da minha quase-infinita lista de outras músicas anônimas. Ela é perfeita. Sim... 'laiá, laiá'

Agora sim.

Presenteei-me hoje do meu presente melhor, o presente. Tateando o futuro, cegos por falta de exercício. Atrofiados os olhos meus. Desprenderam-se do amanhã que nos tardava, sempre, a chegar. Vivendo, agora, o cotidiano, o hoje, agora. Sem medo algum, todo ele lacrado no cofre na parte de trás do meu coração. Ficando às trevas, ceifado da luz para que não possa se tentar e migrar novamente, e finalmente, aos meu olhos.
Portanto ou nem tanto assim, julgados os fatos, deixo levar-me.

Levo a ti comigo, sei que queres isso, sei que gostas disso, vives disso.
E faço disso, também, o meu viver.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Enfim, o fim (...?)

Mês de dezembro; entrerrolado, bagunçado, distante. Fora e distante do normal, eram reações e atos ríspidos.

Porém, tinha um porquê.




Mas ele acabou.
acabou?

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Dias, horas, minutos, minutos, minutos, minutos...

Dias de decisão de vida (da vida). Apesar deu gostar de frases hiperbólicas e esdruxulosas, essa aí não é. Com isso não se brinca nããão, Rodriigo! disseram-me.

Provas, resultados, listões, unhas desaparecidas, corações à bilhões ('ões' porque não é só o meu aflito e ansioso no momento). Tudo ao mesmo tempo, sem dó nem vestígio de piedade.

Quem quiser ver meu nome, taí o link http://www.daves.ufpa.br/pss2007/Fase1/5068.htm
meu curso, Sistemas de Informação, na Universidade Federal do Pará (e nossa, como esse nome é imponente mesmo...). Fui aprovado à segunda etapa do processo, já é motivo de ensaiar um risinho. Ora, foram quase 14 mil reprovados. Agora, no total, são 41 mil. Os quase-guerreiros.

Mas os verdadeiros Guerreiros irão ser reconhecidos, pelo próprio nome dado, a partir de domingo, dia 7. Dia da prova da segunda, conhecida também como carrasca, etapa. Onde é obrigatória a permanência de, no máximo, 3 a 4 concorrentes por vaga ofertada. Meu curso que tava com a demanda de 9.1, agora, após a primeira fase, tá com 8.4. Ou seja, cinco vão ter que esperar mais um ano... Argh, não, não...

Voltando a parte dos listões, há boatos (eles nunca faltam nessas horas) que nesta sexta-feira, dia 5 mesmo, saia o listão da UEPA, a Universidade Estadual do Pará. Lá, eu fiz Engenharia Ambiental. Vinte vagas, apenas. Resultado: meu curso está nada a mais, nada a menos que 68 por cada vaga ofertada.

E o tal do ovo, quebrado na cabeça, já, toda raspada? Nossa, como isso deve ser bom. Ainda não passei por isso, entretanto já sou calouro de duas faculdades. Passei até em 3º em uma delas. Mas tive a grande sorte de estar internado no dia. Ouvi, comemorei e reclamei com a enfermeira do gosto da carne fria.

Bom, quem quiser ouvir o listão e torcer por mim, EU AGRADEÇO! De coração. :)



[pequeno desabafozinho pra aliviar o estresse; percebi que isso ajuda bastante]